Um novo laudo médico diz que a morte de Rodrigo Castanheira, 16 anos, foi provocada por socos deferidos pelo ex-piloto de automobilismo Pedro Turra, 19 anos. A perícia também descartou a hipótese de que o adolescente morreu em razão de trauma causado pela batida da cabeça contra um carro durante as agressões.

O documento ainda indicou que Turra teria utilizado um “instrumento contudente”, como soco inglês. Segundo o documento, essa hipótese é corroborada pelo fato de a mão usada para deferir os socos contra Castanheira estar “íntegra” após a agressão. Somado a isso, o uso de um objeto do tipo consegue produzir a “intensidade do trauma” apresentada no adolescente.

No entanto, a perícia ponderou que, com os documentos usados para formular o laudo, não é possível “afirmar com certeza absoluta” o uso do instrumento. Dessa forma, foi sugerida uma apuração em vídeos de “alta resolução” e uma “eventual análise biomecânica complementar” para se ter uma “conclusão definitiva sobre esse quesito”.

Para a investigação apresentada no novo laudo, a perícia considerou o prontuário médico e os exames de Castanheira, as imagens e vídeos presentes no inquérito policial. A partir disso, a apuração constatou que o adolescente “esteve em luta corporal com um único indivíduo”. No caso, o seu agressor.

“Foram desferidos inúmeros socos, principalmente em ambos os lados da face e do crânio [de Castanheira]. Não houve quedas ao chão, pontapés ou enforcamento durante o confronto. A vítima saiu viva e consciente do local onde ocorreu a luta”, constatou a perícia.

Entenda o caso

Rodrigo Castanheira morreu em 7 de fevereiro por traumatismo craniano. O adolescente ficou internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por mais de duas semanas depois de sofrer agressões.

No início das investigações, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) disse que o desentendimento entre Castanheira e Turra se deu por causa de um chiclete arremessado em um amigo do adolescente. No decorrer da apuração, a corporação indicou que a briga foi premeditada e contou com a ajuda de colegas do ex-piloto.

Em 11 de fevereiro, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou Turra por homicídio doloso qualificado por motivo fútil. De acordo com o órgão, o ex-piloto agiu de forma “livre e consciente” ao descer do carro em que estava e começar a dar socos em Castanheira.

Turra foi preso pouco depois da agressão. Ele foi liberado após pagar fiança de R$ 24 mil. Até então, o ex-piloto iria responder ao inquérito por lesão corporal em liberdade.

Em 30 de janeiro, o ex-piloto foi detido novamente depois de a polícia apresentar novas provas de que ele estaria envolvido em outros casos de agressão. Desde a data, Turra está custodiado no Complexo da Papuda. Em 13 de fevereiro, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) aceitou a denúncia do MPDFT e tornou o ex-piloto réu por homicídio doloso.

*Com informações de Agência Brasil



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