
O Centro de Imprensa Iraniano compartilhou nesta terça-feira (3) fotos aéreas de sepulturas sendo cavadas durante o funeral de funcionários e estudantes mortos em ataque a uma escola em Minab, no sul do país. À agência de notícias Irna, o porta-voz do Ministério da Educação do Irã, Ali Farhadi, culpou os Estados Unidos e Israel pelo atentado.
Segundo informaram as autoridades iranianas, mais de 160 pessoas morreram no ataque. A instituição de ensino para meninas ficava a cerca de 600 metros de uma base da Guarda Revolucionária Islâmica. O governo comunicou que três mísseis atingiram o prédio na manhã de sábado (28).
Mais cedo, nesta terça-feira, o Crescente Vermelho do Irã disse que 787 pessoas morreram em todo o país desde o início da operação dos Estados Unidos e de Israel contra o país. A organização também aponta que, desde sábado, mais de 1 mil bombardeios foram executados no território iraniano por tropas norte-americanas e israelenses. Cerca de 153 cidades foram atingidas.
Ataques
A operação conjunta dos Estados Unidos e Israel começou com fumaça sendo vista sobre Teerã, capital iraniana, na madrugada de sábado (28). Tel-Aviv classificou os ataques como preventivos.
Trump utilizou sua plataforma Truth Social para postar uma declaração surpresa. Em vídeo, o republicano anunciou operações de combate no Irã, com o objetivo de “eliminar ameaças iminentes”.
Foi vista fumaça subindo sobre o distrito de Pasteur, em Teerã — local da residência do aiatolá Ali Khamenei — e houve um enorme destacamento de segurança na capital.
Os Estados Unidos e Israel afirmaram que a operação mirou locais militares do Irã. O exército israelense alertou os iranianos que, se estivessem dentro ou perto dessas infraestruturas em todo o país, deveriam se retirar dos locais.
No sul do Iraque, houve um bombardeio contra uma base militar que abriga um grupo pró-Irã. Ao menos duas pessoas morreram, segundo informaram as autoridades.
Explosões também foram ouvidas perto do consulado dos Estados Unidos em Erbil, no Iraque, de acordo com jornalistas da agência de notícias AFP.
Onda de mísseis e drones
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que mirou a Quinta Frota dos Estados Unidos no Bahrein, após uma primeira onda de ataques de mísseis e drones ter sido lançada contra Israel.
“A primeira onda de ataques generalizados de mísseis e drones da República Islâmica do Irã contra os territórios ocupados começou”, afirmou o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) em comunicado, referindo-se a Israel.
O serviço de emergência Magen David Adom, de Israel, informou estar tratando um homem com ferimentos causados por explosão no norte do país. O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que responderia “decisivamente” aos ataques, insistindo que Teerã fez “todo o necessário para evitar que a guerra eclodisse”.
Explosões no Golfo
Explosões foram relatadas em toda a região do Golfo. Correspondentes da AFP em Riade, na Arábia Saudita, ouviram fortes explosões, assim como na capital do Bahrein, Manama, e em Doha, no Catar.
Os Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado mísseis iranianos e reservaram-se o direito de responder aos ataques. Residentes de Abu Dhabi relataram à AFP terem ouvido fortes explosões na capital emiradense, que abriga uma base com pessoal dos Estados Unidos. O Ministério da Defesa do Catar disse ter interceptado vários ataques de mísseis, enquanto o Kuwait também enfrentou ataques.
*Com informações de AFP
source https://jovempan.com.br/noticias/mundo/imprensa-do-ira-compartilha-foto-aerea-de-covas-para-vitimas-de-ataque-a-escola.html



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